Artigos 2016

Título:

Ócio e meditação: uma aventura (revolucionária) no silêncio

Autora:

Cristiane Ker de Melo

Resumo

Este estudo, caracterizado como uma pesquisa social do tipo qualitativa, realizado com um grupo de graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina matriculados na disciplina Yoga, objetivou identificar as expectativas e intencionalidades desses acadêmicos ao se matricularem na referida disciplina, bem como, construir um maior entendimento sobre essas escolhas no contexto mais ampliado da sociedade, pela descrição das características que as permeiam. Centra a discussão no complexo contexto de uma sociedade capitalista e globalizada, destacando a hegemonia de vetores como a velocidade, a conectividade, a monetarização da vida como fontes geradoras de falta de tempo disponível, estresse e outras doenças. Esse contexto, além de distanciar, muitas vezes, impossibilita a percepção e vivência da dimensão humana no cotidiano, e isso tem levado algumas pessoas e grupos a buscarem práticas corporais voltadas para uma perspectiva holística como forma de quebra da rotina. Assim, a proposição aqui é apresentar a prática meditativa em sua forma de sentar, focar a atenção, desacelerar e silenciar, como possibilidade de experiência de ócio na sociedade contemporânea e, simultaneamente, como elemento de resistência e questionamento da ordem vigente. O silêncio e a não-ação, inerentes à prática da meditação, longe de configurar um processo de alienação do mundo, transformam a experiência humana numa aventura (interna) e revolucionária, pois fomentam uma nova percepção de si mesmo e do lugar que se ocupa no mundo. Permitem olhar em outras direções e além, abrindo a possibilidade de construção de um outro mundo baseado na prática de novos valores.

 

Palavras-chave: Ócio. Práticas corporais. Meditação. 

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Título:

Precarização do trabalho no contexto da reestruturação produtiva

Autores:

Elaine Carvalho de Lima, Calisto Rocha de Oliveira Neto e Érica Priscilla Carvalho de Lima

Resumo

O período que compreende a transição entre os séculos XX e XXI é marcado por profundas mudanças socioeconômicas que afetaram de forma significativa a estrutura econômica do país. Muitos desafios foram postos pelas rápidas modificações da atividade produtiva. Particularmente, é notório que a mudança técnica afeta significativamente os setores econômicos, alterando as estruturas ocupacionais e o emprego. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo é analisar o processo de precarização do trabalho verificado nas últimas décadas de uma forma mais categórica. A discussão examina o processo de precarização do trabalho como uma das formas de manifestação da questão social em um ambiente marcado pela reestruturação produtiva e novas exigências do capitalismo.

 

Palavras-chave: Industrialização. Acumulação flexível. Capitalismo.

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Título:

Trabalho e ócio: oficinas vivenciais psicodramáticas com empregados e voluntários de uma ONG

Autoras:

Eloisa Vilas Boas Rosas e Jacinta Maria Grangeiro Carioca

Resumo

O trabalho é uma ação transformadora do homem e do mundo ao seu redor. Entretanto, ao ser equiparado a uma mercadoria (seu trabalho), passa a caracterizar-se como uma ação rotineira, disciplinada e de rigoroso controle do tempo. Na modernidade, frente aos fenômenos da globalização, da flexibilização do capital e da evolução dos fluxos de comunicação, ao contrário de algumas previsões, trabalha-se cada vez mais. Faz-se imperativo refletir sobre o ócio, entendido como a vivência do tempo com qualidade, visto que o trabalho invade as esferas da vida individual, familiar, escolar, os espaços de lazer, de convívio, da própria existência. Este artigo objetiva divulgar os resultados obtidos da experiência com oficinas vivenciais psicodramáticas junto aos empregados e voluntários da ONG AVHSJ (Associação dos Voluntários do Hospital São José), que tem como missão oferecer um atendimento humanizado aos portadores de HIV/AIDS, na área de assistência e promoção humanas, bem como prevenção em DST/HIV/Aids para a população em geral. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo, caracterizada por um estudo de caso, enfatizando o trabalho e o ócio. As percepções da presidência da ONG envolviam: baixa motivação e qualidade produtiva, falta de união e de interesse em crescer profissional e pessoalmente. Os resultados apontam que após os oito meses de oficinas vivenciais, a metodologia psicodramática eleita foi adequada, houve atendimento da maior parte das necessidades inicialmente apontadas pela organização e colaboradores, demonstrando a potencialidade da equipe multiprofissional, apenas auxiliada pela facilitadora. 


Palavras-chave: Trabalho e ócio. Oficinas vivenciais. Psicodrama. ONG.

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Título:

Experiências de ócio no contexto religioso: apontamentos preliminares

Autores:

Marcos Gonçalves Maciel, Mariana Nunes de Carvalho, Monize Lara Utsch Falleti e Ester Rafaela Mota Maciel

Resumo

Recentemente, percebe-se a inserção de algumas vivências culturais, como a dança, o teatro, a música, na liturgia e também como meio de evangelização e socialização em algumas denominações protestantes no Brasil. Todavia, a discussão dessa relação ainda é embrionária. Assim sendo, a partir da seguinte problematização: A apropriação de vivências culturais no contexto religioso podem ser entendidas como experiências de ócio? O Grupo de Estudos de Ócio e Desenvolvimento Humano, da Universidade do Estado de Minas Gerais, está realizando três projetos de pesquisas abordando essa questão. Diante disso, o objetivo deste trabalho é apresentar alguns apontamentos preliminares das investigações em andamento.


Palavras-chave: Ócio. Religião. Experiência.

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Título:

Análise do ócio segundo a perspectiva teológica protestante

Autores:

Marcos Gonçalves Maciel, Mariana Nunes de Carvalho e Paulo Roberto Vieira Júnior

Resumo

A investigação acadêmica que discute o fenômeno social do ócio no contexto religioso brasileiro é incipiente. Ademais, não contempla uma abordagem teológica dos princípios que norteiam o comportamento dos membros. Assim sendo, realiza-se uma análise teológica, segundo a perspectiva protestante, sobre a legitimidade do ócio. Adota-se como meio analítico a fenomenologia como pressuposto epistemológico. À luz dessa análise, com base na hermenêutica e a exegese, encontra-se respaldo bíblico que sustente o reconhecimento da legitimidade e da licitude do ócio.


Palavras-chave: Ócio. Bíblia. Religião.

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O brincar, o lazer e a gamificacão: Pokémon Go e a sua influência na apropriação dos espaços públicos

Autores:

Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida, Lizandra Karen de Oliveira Rodrigues, Paulo Manoel Arruda Aguiar Corrêa e Francisco Honório de Almeida Neto

Resumo

Este trabalho tem como principal objetivo o de realizar um debate sobre o potencial educativo dos jogos digitais/videogames e os benefícios que o uso moderado destes tipos de jogos podem trazer, especificamente falando sobre o jogo Pokémon GO, bem como sua influência na apropriação dos espaços públicos. Nessa perspectiva, especificamente, temos a intenção de: i) refletir sobre a evolução dos jogos móveis locativos; ii) abordar sobre o jogo Pokémon Go e sua história, bem como das empresas que o criaram: Nintendo e Niantic; iii) discorrer sobre gamificação, a aprendizagem baseada em jogos digitais; iv) tratar sobre a intencionalidade pedagógica em uma situação lúdica; v) debater sobre a segurança com a utilização dos jogos digitais; e, por fim, vi) expor sobre os espaços públicos como lugares de apropriação das manifestações lúdicas de lazer. Com base no que foi discutido ao decorrer deste artigo, concluímos que os espaços públicos podem ser considerados como palco de desenvolvimento, de ações lúdicas coletivas e/ou individuais, expressão de uma cultura geracional, intergeracional e interculturais específicas. Desta forma, entendemos que o jogo Pokémon GO exerce uma importante influência na apropriação desses espaços, e não como um passa tempo ou meio de recreação, isto porque, ele é a forma mais completa que o indivíduo tem de comunicar-se e relacionar-se consigo mesmo, com outro e com o meio.


Palavras-chave: Brincar. Lazer. Gamificação. Pokémon Go. Espaço Público. 

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Título:

O brincar na terceira idade: uma opção de vida e lazer

Autores:

Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida, Rômulo Cunha da Silva Júnior, Jennifer Bruna Oliveira de Brito e Glauciane Freire de Freitas

Resumo

O relato aqui apresentado tem por objetivo principal compartilhar a experiência lúdica e recreativa vivida entre um grupo de pessoas da terceira idade com docentes e alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC), através de uma pesquisa realizada por um dos projetos de extensão da Universidade, o Laboratório de Brinquedos e Jogos (LABRINJO). Neste artigo apresentaremos e discutiremos sobre o brincar na Terceira Idade como uma opção de vida e de lazer para os idosos, assunto de grande importância, visto que o envelhecimento saudável ganha relevância nos estudos sobre saúde humana. Nessa perspectiva, especificamente, temos a intenção de: i) discutir sobre os conceitos e significados de Terceira Idade e envelhecimento; ii) argumentar sobre a saúde nessa fase da vida, bem como a importância do lazer, da recreação e de atividades físicas para tal; iii) fomentar a importância do brincar para os idosos; iv) contextualizar e caracterizar o Projeto de Valorização do Aposentado (PVA) da UFC, o qual nos motivou a escrevermos este trabalho; e, por fim, v) apresentar as metodologias ludiformes utilizadas com o grupo de idosos que estiveram presente no laboratório citado. A experiência nos permite concluir que a ludicidade através do brincar é uma ferramenta de quebra da imagem negativa imposta a Terceira Idade e que afligem àqueles que nela estão, bem como, fortificar que o Brincar é um direito do ser humano, independente da faixa etária, e que sua vivência é indissociável da vida.


Palavras-chave: Brincar. Terceira idade. Lazer. Saúde. 

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Da "Política de Instante" à "Política para o Instante": determinações sociohistóricas na constituição das políticas públicas de lazer no Brasil

Autora:

Shaiane Vargas da Silveira

Resumo

O artigo apresenta uma análise crítica das determinações sociohistóricas na constituição de políticas públicas de lazer e seus conteúdos no âmbito do Governo Federal, no Brasil. Foi utilizada uma sistemática própria de análise para identificação daquilo que o estudo denomina de “Política de Instante”, ratificando o lazer como experiência instantânea e descontinuada, cujo principal benefício figura no consumo imediato de bens produzidos pelo mercado de entretenimento ou da indústria esportiva e cultural. Esta “Política de Instante” é confrontada com a proposta da “Política para o Instante” que se apresenta como alternativa para superar a lógica do capital que vem influenciando as políticas públicas de lazer no Brasil.


Palavras-chave: Lazer. Política. Capital. Brasil. 

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A boemia dos botequins: sociabilidade noturna, lazer e conflitos no tempo livre dos trabalhadores (Pelotas, 1930-1939)

Autora:

Thaís de Freitas Carvalho

Resumo

O presente estudo discute a noite pelotense de 1930 a 1939, com ênfase nas sociabilidades noturnas ligadas à cultura popular desse período. A escolha da década de 1930 do século passado refere-se à conjuntura de urbanização e modernização da cidade de Pelotas, percebida na análise do desenvolvimento do espaço urbano, eletrificação e dinamização das atividades culturais. Torna-se evidente a relação da cidade e seus habitantes com concepções e noções de comportamento ligadas aos ideais de modernidade e civilidade, os quais carregavam elementos de normatização que serviam ao surgimento de um capitalismo voltado ao consumo. O confronto entre estes novos padrões de convivência social e os velhos valores herdados de um modo de vida rural, é contemplado neste trabalho por meio da análise das sociabilidades noturnas presentes nesse universo popular de bares, armazéns e quiosques. O tempo noturno, escolhido por privilegiar o domínio dos trabalhadores sobre seu tempo, revela esses e outros traços de uma cultura popular que mostra-se efervescente e singular. Partindo das declarações e depoimentos contidos nos inquéritos policiais e processos criminais do período, torna-se possível visualizar a vitalidade de uma noite popular que transitou pelos bares e recheou o espaço urbano com seus encontros, seus conflitos e seus amores.


Palavras-chave: Noite. Sociabilidade. Cultura popular.

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