Artigos 2014

Título:

ESTOU APOSENTADO (A), E AGORA? O ÓCIO ENQUANTO RECURSO PARA AS “CRISES DE SENTIDO”

Autores:

Kléber José dos Santos

Resumo

As aposentadorias antecipadas e o aumento da esperança média de vida são fenômenos cada vez mais ocorrentes na contemporaneidade e que vem proporcionando aos indivíduos o confronto com uma nova distribuição do tempo e o dissolver das ocupações estruturantes do seu passado profissional. Estes indivíduos, que passam a dispor de uma quantidade maior de “tempo livre” a partir da aposentadoria, devem buscar reestruturar de forma inovadora o seu dia a dia, a partir de atividades e vivências que confiram sentido para a sua vida, quebrando um percurso de hábitos já incorporados durante a sua trajetória. O artigo, ora proposto, visa desenvolver uma abordagem teórica reflexiva e proporcionar um espaço para discussão acerca da importância do ócio enquanto recurso essencial para a adaptação à aposentadoria, capaz de dar respostas às “crises de sentido” vividas nesta fase e de suprir parte das necessidades que antes se satisfaziam com o trabalho. Nesta esfera, prestigiar o ócio como constituinte da vida e, mais ainda, valorizá-lo no contexto social atribuído ao aposentado torna-se um aspecto primordial e extremamente importante. Ou seja, fazer uma reflexão sobre aposentadoria e ócio é, de certo modo, refletir sobre um tempo que é socialmente considerado como “tempo de ócio”. Durante a aposentadoria o ócio adquirirá um papel fundamental, por se tratar de uma via de possibilidades de motivação, de aprendizagem, de conhecimentos inovadores e criativos, além de possibilitar ao aposentado repensar determinadas práticas e formas de relação em face de sua nova realidade social.

Palavras-chave:Velhice Aposentadoria Tempo livre Ócio.

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Título:

O ATO DE ENVELHECER: O IDADISMO E AS REPRESENTAÇÕES DO “SER” VELHO

Autores:

Kléber José dos Santos

Resumo

 

Na contemporaneidade, embora alguns estudiosos apontem uma visão mais otimista em relação à velhice, ainda é perceptível a discriminação e o preconceito etário, que relacionado a alguns estigmas podem reforçar sentimentos de inadequação e baixa-estima no indivíduo mais velho, condicionando-o a situações de isolamento e exclusão, a não viver sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa. O presente artigo visa desenvolver uma abordagem teórica reflexiva e proporcionar um espaço para discussão sobre a necessidade do combate ao idadismo e a importância da construção de uma imagem positiva acerca do ato de envelhecer como aspecto vital. A luta contra a discriminação fundada na idade e a promoção da dignidade dos velhos é de fundamental importância para se garantir o respeito merecido por essas pessoas. A valorização do velho na sociedade é um dos caminhos possíveis de inclusão social e que pode colaborar de forma significativa para uma mudança de valores e modos de existir

 

Palavras-chave: Envelhecimento Velhice Idadismo Estereótipo.

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Título:

Reflexões sobre a motivação para a atividade física na velhice.

Autores:

Bruno Pontual de Lemos Castro

Resumo

 

Atualmente, se observa um alto crescimento no numero de idosos no Brasil e no mundo. Analogamente a esse crescimento, observa-se uma melhoria na qualidade de vida desses idosos, que estão chegando mais facilmente nos 100 anos e vivendo melhor aos 70, guiados por uma nova perspectiva de envelhecimento bem-sucedido. Dessa maneira, compreende-se a atividade física como um dos meios de proporcionar uma melhor qualidade de vida ao idoso, porém notam-se diversas barreiras a sua prática na velhice. Diante desse fato, diversos projetos foram desenvolvidos para estimular esta prática. Assim o objetivo do presente artigo é refletir sobre a motivação da prática da atividade física na velhice. Para isso realizou-se uma revisão da literatura sobre os projetos que estimulam a prática de atividade física entre idosos e realizou-se uma a avaliação destes projetos a luz da teoria da autodeterminação. Conclui-se que muitos dos projetos para motivar os idosos a praticar atividade física o fazem a partir de motivações extrínsecas e reguladoras, mas que os projetos que trabalham a partir de meios educativos e lúdicos possuem maior potencial para uma atividade física intrinsecamente motivada. 

 

Palavras-chave: Motivação, Atividade física, velhice 

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