Dissertações e teses 2013

  Tese

Título:

 

SOBRE A EXPERIÊNCIA DE ÓCIO: SIGNIFICADOS REVELADOS COM BASE EM UM ESTUDO HERMENÊUTICO-FENOMENOLÓGICO

Autor:

Francisco Antônio Francileudo

Orientador:

Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins

Resumo

A experiência de ócio é um fenômeno que convoca um conjunto de qualidades psicossociais que costumam acontecer em circunstâncias da vida cotidiana. Esta investigação objetiva identificar significados da experiência de ócio na contemporaneidade, por meio da dinâmica do método hermenêutico-fenomenológico. Para tanto, fez-se uma leitura interpretativa sobre os significados da experiência de ócio ao longo da história, iniciando com a compreensão grega aristotélica, passando pelo período romano, com Sêneca, medieval, com Tomás de Aquino, chegando à Modernidade e Contemporaneidade. E, para o desvelamento dos dados no campo da pesquisa, foram utilizadas técnicas da observação participante e grupo focal. Aconteceram três grupos com dez, sete e oito sujeitos e, com cada grupo, dois encontros. O total de sujeitos participantes dos grupos focais foram 25 do grupo pesquisado. Assim, ao se descrever a experiência de ócio, não se está fazendo referência às experiências em geral, nem às práticas de vida sem sentido, mas àquelas satisfatórias e prazerosas e, precisamente, as que os sujeitos contemporâneos selecionaram entre outras possíveis como de ócio. Elas estão relacionadas a ações com finalidade em si mesmas e por si mesmas, marcadas pela liberdade e motivação subjetiva. O fenômeno da experiência de ócio exprime significados e benefícios para o ser humano contemporâneo e, dentre os tantos identificados, destaca-se a valorização dos talentos do sujeito, isto é, o exercício criador, construtivo e humanista que a pessoa pode desenvolver. Também possibilita, assumir um novo estilo de vida que se exprime pelo primado do ser sobre o ter, da pessoa sobre as coisas, a passagem da indiferença ao interesse pelo outro e pelo social. A experiência de ócio significa uma prática subjetiva em qualquer intensidade. É similar à referencia feita a outras propriedades psicológicas, como os experimentos místicos, experiências pico e as de fluxo da consciência.  

Palavras-chave:Experiência. Ócio. Significado. Subjetividade. Fenomenologia

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Dissertação

Título: PELAS VEREDAS DO SERTÃO - O SUJEITO DOS INHAMUNS E SUAS TEMPORALIDADES COTIDIANAS
Autora: Dauana Vale Cavalcante
Orientador: Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins

Resumo

A compreensão do tempo como um fenômeno cronológico tem passado por mudanças ao longo dos anos. Tratam-se de mudanças econômicas e políticas que contribuem para que os dias e as horas sejam cada vez mais apressados e medidos, sobretudo, nos grandes centros urbanos. A literatura atual tem debatido muito a respeito destas mudanças. Esta pesquisa buscou indagar como as temporalidades contemporâneas são tratadas por uma comunidade rural localizada no sertão cearense dos Inhamuns. Tratou-se de uma investigação qualitativa de caráter etnográfico (Baztán, 1995). Também buscou-se um possível diálogo entre os conceitos e os dados coletados no campo. Textos de Benjamim (1994), Certeau (1996), Cuenca (2003), Munné (2004), Martins (2006) e Khel (2009) ampararam este estudo. Pesquisar os sujeitos em questão nos levou ao cotidiano dos sertanejos dos Inhamuns e transitamos entre: passado, futuro e presente de um povo que já vem despertando interesse da ciência por suas singularidades. Para esta investigação, se fez necessário o encontro com a história, pois sem ela não seria possível contextualizar as temporalidades sertanejas. As temporalidades marcadas pelos sertanejos investigados nos Inhamuns resguardam relações diretas com suas crenças, habilidades e memórias. Diz respeito a uma maneira particular de lidar com os ponteiros dos relógios e datas dos calendários. O uso do tempo está relacionado à liberdade, ao grau de autonomia que cada indivíduo possui no seu cotidiano. Aliás, é o dia a dia que diz como o sujeito lida com o tempo e como elabora suas temporalidades. É possível afirmar que no sertão dos Inhamuns não há uma única maneira de vivenciar as temporalidades sociais, cada sujeito, de acordo com seu cotidiano e com as necessidades internas e externas, determina como se dá esta relação 

Palavras-Chaves: tempo, temporalidade, sertão, cotidiano, subjetividade

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