Dissertações 2011

Título:

 

ÓCIO E MOVIMENTO SLOW: CONTRAPOSIÇÃO À SOCIEDADE APRESSADA

Aluna:

Lorena Ibiapina Gurgel

Orientador:

Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins

Resumo

A sociedade contemporânea é marcada por alguns princípios e características centrais, como pressa, hedonismo, individualismo e imediatismo. Nesta pesquisa,evidencia-se a “velocização” como imperativo da vida, pois conduz o homem a viver com a máxima intensidade possível em todas as suas dimensões. Em contraposição a pressa, surgem movimentos com uma proposta à lentidão, nos quais o homem, aos poucos, olhe para si e para a sua relação com seu tempo e com o mundo. Essa proposta remonta à valorização de um tempo no qual seja possível ao sujeito ter experiências que não estejam apenas vinculadas à produtividade ou à máxima eficiência e ainda possibilitar vivências e (re) significados. Ante as considerações expostas, o objetivo deste estudo foi conhecer os impactos do Movimento Slow no modo de vida dos seus adeptos, por meio dos discursos destes. Pesquisa de natureza exploratória, descritiva, com enfoque etnográfico e abordagem qualitativa. Para coleta de dados foram empregados entrevista, observação participante e diário de campo. Para a análise dos dados, utilizou-se o discurso do sujeito coletivo. Este estudo permitiu melhor compreensão acerca do Movimento Slow, como um relevante fenômeno de manifestação, na tentativa da desaceleração contemporânea.

 

Palavras-chave: Movimento Slow. Hipermodernidade. Tempo. Ócio.

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Título: TRABALHADORES NO SAL E NO SOL: OS SIGNIFICADOS DO TRABALHO PARA OS OPERADORES SALINEIROS DO OESTE POTIGUAR
Aluna: Kalyana Cristina Fernandez Queiroz
Orientador: Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins

Resumo

Os trabalhadores no Oeste Potiguar, que trabalham diretamente com sal, desenvolvem as suas atividades em meio ao sol e ao sal, e isto representa para muitos um meio de subsistência para si e para as suas famílias. Ao longo dos anos, este trabalho passou por mudanças significativas dentro do seu processo de estruturação produtiva, sendo influenciado pela mecanização oriunda da revolução industrial. Diante disto, o presente estudo teve como objetivo geral investigar os significados do trabalho atribuídos pelos trabalhadores salineiros no Oeste Potiguar, inseridos em processos de produção manuais e mecanizados. Os específicos foram descrever a Cultura do Trabalhador Salineiro do Oeste Potiguar; identificar os significados do tempo dedicado ao trabalho atribuído pelos trabalhadores salineiros e investigar como os trabalhadores salineiros do Oeste Potiguar vivenciam o seu tempo livre. Metodologicamente foi uma pesquisa qualitativa, com enfoque etnográfico e entrevistas semi-estruturadas. Os dados foram analisados pelo método do Discurso do Sujeito Coletivo proposto por Lefevre e Lefevre (2010). Os resultados evidenciam que os significados atribuídos ao trabalho pelos operadores do sal são diversos, sendo os principais: sobrevivência, dignidade, inserção social, vida, bemestar, poder de compra e independência financeira, subsistência, assim como algo ocasionador de cansaço, fadiga, pesado e castigador. Infere-se que o tempo dedicado ao trabalho, no caso manual, é condicionado pelo próprio indivíduo, recebendo influências das leis da natureza, em específico da chuva e do sol, sendo este autocondicionado; no caso do mecanizado, o tempo dedicado ao trabalho é heterocondicionado determinado pela cultura da própria organização. Diante disto, é possível concluir que para os operadores do sal do oeste potiguar o trabalho possui diversos significados; embora seja algo cansativo, é também necessário, pois acarreta a sobrevivência destes, e o tempo livre é vivido com situações que acarretam prazer e que os favoreçam financeiramente.

 

Palavras-Chaves: Significado do Trabalho; Significado do tempo de trabalho; operadores do sal; Tempo livre.

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